ACIPI e entidades aliadas insistem na reabertura do comércio alertando a prefeitura para um colapso

BOM DIA.

Temos visto (e vivido) dias bonitos, com clima agradável como o de ontem (21), feriado nacional. Sol brilhando e todos nós, pelo menos os com juízo, sendo obrigados a ficar em casa, abrindo mão de lazer e passeio. E, fazer o quê? Mais dez dias e teremos outro feriado, numa sexta-feira (1 de maio), frustrando planos diante da possibilidade de um final de semana prolongado. Repetimos: e daí? Quem se arrisca diante de uma situação complicada, enfrentando uma doença desconhecida com gravidade já conhecida? Muitos ainda a subestimam, contudo, o correto é se precaver. Já é consenso que passamos por uma provação (assumem os que tem fé) e a receita é ter paciência. Difícil, angustiante, porém sempre lembrando que não existe saída mágica. Um bom dia para você.

O QUE
ELES DIZEM

Luiz Carlos Furtuoso

“Com toda certeza o nosso comércio não suporta mais permanecer com as portas fechadas. É certo o desemprego e até lojas encerrando atividades. É possível um colapso”.

Luiz Carlos Furtuoso (Presidente da Associação Comercial e Industrial de Piracicaba).

DESTAQUES

Futebol: todos querem voltar, mas ninguém sabe como.

Sem receita, clubes acumulam dividas, prejuízos e dúvidas.

Uso de máscara: o maior problema ou desafio, é a falta de conscientização.

Piracicaba precisa aumentar índice de isolamento para não correr risco. O ideal é 70% e a cidade não consegue chegar aos 50%.

Reprovação da população pelos protestos em frente a casa do prefeito. Existem maneiras corretas para se manifestar. Pior quando envolve política partidária.

Fazer campanha para arrecadar alimentos e materiais de higiene, é certo. Já propagar as entregas das doações é oportunismo. (“Ao doar um centavo, jamais toque trombetas”/Mateus 6:3).

Roberto Jefferson, presidente do PTB, conhecido por ter denunciado o mensalão, alerta um plano no Congresso Nacional para derrubar Jair Bolsonaro. Para ele, basta prestar atenção no que está acontecendo nos bastidores em Brasília.

Avenida Jaime Pereira, no entroncamento com a Doutor Paulo de Moraes ficará mais larga.

Prefeitura de Piracicaba quer ver todos com máscara e providenciará uma campanha.

Empresa Terraverde emprestou a Prefeitura um trator com pulverizador de 800 litros acoplado para o trabalho de desinfeção nos pontos de ônibus.

Futebol em maio? Como treinar, viajar e jogar com a Covid-19 ainda em fase crescente no Brasil?

Obra de construção do prédio da 5.a Companhia da Policia Militar entra na sua fase final em Santa Terezinha.

Outra do político Roberto Jefferson: “Os 89 bilhões de reais que o Congresso Nacional vai repassar aos estados e municípios contra a vontade do Governo Federal, criará o Covidão. Com os decretos de calamidade pública, não exigindo controle do dinheiro público, vamos ter muita corrupção”.

Descobrimento do Brasil (Pedro Alvares Cabral em 1500): hoje, 520 anos.

INFORMAÇÃO/URGENTE

Piracicaba, 20 de abril de 2020
Exmº. Sr.
BARJAS NEGRI
Prefeito do Município de
Piracicaba
Em mãos

C/C Vereador Gilmar Rota
Presidente da Câmara Municipal de Piracicaba

Prezado senhor,

A ACIPI (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Piracicaba), o CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – Diretoria Regional de Piracicaba), a COPLACANA (Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo), o SIMESPI (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, Eletrônico, Siderúrgicas e Fundições de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras), o SINCOP (Sindicato dos Contabilistas de Piracicaba), o SECOVI-SP (Sindicato da Habitação – Regional Piracicaba) e o SINCOMÉRCIO (Sindicato do Comércio Varejista de Piracicaba e Região), principais entidades representativas do setor de agronegócio, comercio, indústria e prestação de serviço, todas signatárias deste documento, vem a presença de Vossa Excelência expor e requerer o quanto segue.
Inicialmente, cumpre esclarecer que as entidades signatárias estão pactuadas e tem enorme compromisso com a manutenção da saúde pública e a preservação da vida humana.
Contudo, não podemos dissociar que a manutenção do bem-estar das pessoas passa, obrigatoriamente, pela manutenção do emprego e da renda, mormente com as empresas de pequeno porte e seus trabalhadores, além dos informais, que representam parcela significativa na cadeia econômica.
Vários estudos comprovam que a saúde econômica está intrinsecamente ligada a saúde das pessoas.
Partindo dessa premissa é importante a união de todos nesse momento, para que consigamos estabelecer um meio termo na situação, na qual o isolamento horizontal não acabe por prejudicar de forma permanente a saúde econômica de nossa cidade.
Não só devemos louvar o fato de Piracicaba estar, aparentemente, com o controle da disseminação do Coronavírus, mas podemos utilizar tal fato como parâmetro para a flexibilização responsável das atividades consideradas não essenciais, a fim de evitarmos um colapso futuro.
Segundo estudos, a persistir o isolamento horizontal, somente no comércio o impacto em nosso estado será de, na melhor das hipóteses, perda de R$ 60,3 bilhões/mês. Ainda, segundo cálculos da Associação dos Lojistas em Shopping Centers, números significativos de lojas nestes centros comerciais irão encerrar suas atividades, o que não se distancia da realidade dos lojistas “de rua”.
Estes dados, senhor Prefeito, são apresentados de forma bem sucinta e são somente em relação ao comercio; deixamos de citar outros segmentos a fim de não estender por demais nossa explanação.
Por certo que se faz necessário o incremento total da cadeia consumidora, não sendo eficaz, tão somente, que a cadeia produtiva faça sua parte, mas que não haja a cadeia consumidora.
Já, por outro lado, as autoridades de saúde (OMS, Ministério da Saúde, etc.) vem orientando que, respeitados alguns critérios técnicos, a flexibilização do isolamento horizontal, não seja tão eficaz para a redução da contaminação pelo Coronavírus.
Por oportuno, transcrevemos a seguinte recomendação do Ministério da Saúde:
“a partir de 13 de abril os municípios, Distrito Federal e estados que implementaram medias de Distanciamento Social Ampliado (DSA) onde o número de caso confirmados não tenha impactado em mais de 50% da capacidade instalada existente antes da pandemia, devem iniciar a transição para Distanciamento Social Seletivo (DSS)”.
Inclusive, vários pesquisadores do assunto, reconhecidos no meio acadêmico médico, defendem que toda epidemia tem um curso/ritmo natural dela, e que, portanto, a intervenção artificial nesse ritmo não é eficaz; na verdade, a tese defendida por alguns estudiosos diz que a epidemia somente acaba depois da infecção de certo número de pessoas, sendo ineficaz até mesmo o isolamento total para o seu combate.
Salvo engano, ou falta de informação mais detalhada, Piracicaba não apresenta o comprometimento de mais de 50% de sua capacidade médica instalada; portanto, não seria, segundo o Ministério da Saúde imprudente a adoção do Distanciamento Social Seletivo (DSS), haja vista que, por conta disto, o risco de colapso no nosso sistema médico municipal aparentemente é pequeno.
É certo, também, afirmar, que vários municípios têm flexibilizado, sem maiores consequências, o funcionamento das atividades econômicas no seu âmbito, quer pela inciativa do Prefeito Municipal, até a concordância do Poder Judiciário; em algumas cidades que adotaram o Distanciamento Social Seletivo (DSS), sequer houve manifestação contraria por parte do Ministério Público.
Diante de todo exposto, as entidades representativas signatárias deste documento, reiterando a preocupação com a saúde e o bem-estar de todos, vem propor a flexibilização das normas de restrição social conforme rol anexo.
Certos da compreensão e do bom senso que sempre norteou as decisões proferidas pela Prefeitura de Piracicaba, reiteramos também, o nosso apoio a toda e qualquer medida que vise restabelecer a normalidade em nossa cidade.

ACIPI (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba)

CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Piracicaba)

CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – Diretoria Regional de Piracicaba)

COPLACANA (Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo)

SIMESPI (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, Eletrônico, Siderúrgicas e Fundições de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras)

SINCOP (Sindicato dos Contabilistas de Piracicaba)

SECOVI SP (Sindicato da Habitação – Regional Piracicaba)

SINCOMÉRCIO (Sindicato do Comércio Varejista de Piracicaba e Região)

ROL DE SOLICITAÇÕES DO COMÉRCIO DE PIRACICABA

O principal pleito do comercio e serviços, é a autorização para abertura, no horário das 10 às 17 horas, observando uma hora de intervalo para refeição, com adequação do horário do transporte público para atender a demanda dos trabalhadores e da população. A proposta de abertura neste horário tem por objetivo evitar a coincidência de horários na utilização do transporte público das outras atividades autorizadas a trabalhar, evitando assim a superlotação e contado direto entre os usuários.
Observamos que, a abertura será monitorada e em ocorrendo uma mudança do quadro de casos positivados que nos ponham em alerta, as entidades voltam a dialogar e realinhar as ações e atividades.
Para tanto, em contrapartida, assumimos o compromisso de:
1 – limitação do número de clientes no interior dos estabelecimentos, levando em conta o tamanho;
2 – fornecimento de máscara e obrigatoriedade do uso das mesmas pelos trabalhadores;
3 – disponibilização de álcool em gel para os trabalhadores e clientes em geral;
4 – desinfecção periódica do ambiente do trabalho;
5 – outras normas medicas indicadas pelas autoridades de saúde.
6 – atendimento das reivindicações anteriormente enviadas pelas entidades, com relação a diferimentos de impostos, suspensão e/ou não aplicação de penalidades dos processos de execuções, dentre outros.
Assumimos ainda, a responsabilidade de lançarmos uma campanha de conscientização, por meio de carro de som circulando pelos principais corredores comerciais da cidade durante o horário de trabalho, por período a ser definido.

SERVIÇO

PONTO FINAL

Comerciantes pressionam para a abertura dos estabelecimentos em Piracicaba, lembrando que a  quarentena decretada pelo governo estadual irá até 10 de maio. Na reunião que aconteceu no anfiteatro do Centro Cívico segunda-feira (20), apresentaram sugestões a Prefeitura Municipal no sentido de flexibilizar o horário de atendimento, prometendo os cuidados necessários, além de contar com apoios, por exemplo, do serviço de transporte coletivo. Comerciantes alertam sobre preocupantes prejuízos financeiros além do desemprego. Também muitos sentem-se injustiçados com determinados segmentos podendo abrir e outros não. Já a Prefeitura diz poder haver reação judicial obrigando-a a cumprir o decreto estadual. A Secretaria Municipal da Saúde se inquieta com a população voltando a se locomover, provocando aglomerações, lembrando que maio ainda é apontado como um período crítico, propicio para a pandemia crescer. O prefeito Barjas Negri não esconde temores. Diz entender a situação do comércio, contudo, alerta que, se o coronavírus atacar Piracicaba, uma situação hoje sob controle poderá ter um quadro ou realidade totalmente diferente. A ACIPI garante que ações serão providenciadas visando proteger a todos. A saúde pública em Piracicaba, lembra a Prefeitura Municipal,  se apresenta organizada no combate a Covid-19, mesmo ainda se mostrando preocupada  com a falta de cuidados da população que teima em se aglomerar, não cumprir o decreto do isolamento e ainda insistindo em frequentar estabelecimentos comerciais sem a máscara. O município estaria planejando flexibilização comercial a partir de 11 de maio, contudo, os comerciantes garantem que essa ideia é inviável.

VOLTO AMANHÃ.

ATÉ LÁ.

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